Hoje é dia 4 de setembro. Há dois anos, era uma quinta. Eu te conheci quatro dias depois, na segunda. Era a minha primeira semana em um lugar novo. Não conhecia quase ninguém. Foi a primeira vez que fui a uma festa naquela cidade.
Rodei Porto inteiro para chegar até lá. Era excitante não conhecer ninguém. Eu tinha a sensação de que ia conhecer o mundo. Eu te conheci.
Lembro que te vi no começo daquela noite, mas não olhei pra você. No final, enquanto dançavamos, te peguei cantando uma música brasileira. Pensei em como você sabia cantar essa música. Eu te vi, sabe? Não senti nada diferente, mas te achei tão lindo, cara.
Seu amigo pegou meu Facebook, porque você não teve coragem. No outro dia, la estava tu me adicionando. Conversamos.
No sábado, nos encontramos em outra festa. Dia 13 de setembro.
Odeio ter uma memória absurdamente boa. Odeio me lembrar de todos os detalhes. Do seu jeito, sem jeito, de tentar se aproximar. Dos seus beijos no canto da minha boca. Do quanto eu tive que te beijar, porque você era lerdo demais. Das nossas mãos entrelaçadas.
Odeio me lembrar do momento exato em que eu senti que, porra, tinha me fodido.
Eu ainda tenho o teu desenho, ainda lembro de como você escreveu nossos nomes naquele restaurante. Lembro da felicidade que sentia te vendo, me esperando lá na estação de metrô. Em como era bom te abraçar, depois de rodar a cidade pra ir te ver. Lembro da sensação de deitar em teu peito e sentir, sabe? Sentir.
Lembro de te esperar. E como eu te esperei. Te esperei por dias, por meses.
Te juro que pensei que te esqueceria. Dois anos se passaram. E eu ainda me pego lembrando de tudo.
É um passado bom de lembrar, apesar de tudo. E eu te agradeço imensamente por ter revivido uma parte que estava parada em mim.
Obrigada por todas as nossas noites, nossos encontros, nossas estradas. Obrigada pelos sorrisos mais verdadeiros que eu pude dar. Obrigada por me acalentar, mesmo com temperaturas negativas. Obrigada pelas dores, pelos amores. Obrigada por segurar a minha mão.

Eu sinto tanto.
Tanto.

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