Just writing about us


Leia ao som de "All i want - Kodaline"

Já passou da meia-noite por aqui. Revirei várias vezes pela cama, até que desisti de insistir. Não adianta forçar o seu corpo a fazer o que não queira, seja dormir ou sumir, seja correr para longe ou ficar. Hoje eu decidi parar de tentar forçar situações, mas eu decidi a mesma coisa ontem, semana passada, semana retrasada e quase todas as semanas desde que eu te vi fugir de mim.

Preciso assumir que é reconfortante ver outras pessoas sentindo o mesmo, querendo o mesmo, sendo “trouxas” da mesma forma, assim percebo que o problema não é só comigo. Mas mesmo que amenize, não param de surgir perguntas na minha cabeça. Por quê?

Nunca acreditei que fossemos predestinados. Demorei a acreditar que essa história continuaria, mas eu sou assim. Hesitei, e deveria ter hesitado mais. Deveria ter tentado mais. Deveria ter resistido ao seu sorriso torto e aos elogios baratos, que tão obviamente eram da boca para fora. No começo eu revirava os olhos, e perto do fim, me embrulhava o estômago. Uma sensação tão estranhamente boa e que de alguma forma faz falta. Como quando o Charlie sobe na parte de trás do carro, abre os braços e sente o vento tocar seu rosto.

Não posso te culpar e não te culpo. Não estava em busca de nada, mas encontrei leveza e nunca quis que se tornasse obrigação. Éramos livres. Éramos infinito.

Me culpo por sentir falta. Aprendi a desapegar de paixões, mas não de amores. Não de uma amizade que, para mim, era importante. Aprendi a deixar para lá, afinal “todos são substituíveis”, mas não aprendi a não pensar em você quando me sinto só ou com medo.

Percebi a confusão de sentimentos que fiz em relação a nós. Percebi o quanto acreditei em momentos que claramente não iriam passar de frases jogadas ao vento. Sam e Charlie conseguiram, nós não.

Eu entendo.

Mas não me culpo. Li algo hoje que dizia “na vida nunca se erra por amar demais, erra quem subtrai”, e essa é uma das lições que eu faço questão de sempre levar comigo.

Ontem, enquanto estava lendo diários antigos, li uma parte em que eu tinha falado com um amigo, e ele tinha me chamado para sair. Eu queria, mas não fui. Nunca fui. Ele morreu.

Quanto tempo a gente perde fazendo jogos? Fazendo rodeios? Deixando de falar e fazer o que sente vontade? Quanto tempo ainda vamos perder?

"E e SE são palavras que, por si, não apresentam nenhuma ameaça. Mas, se colocadas juntas, lado a lado, elas têm o poder de nos assombrar a vida toda. E se... E se... E se...".

Mas apesar de tudo, te juraria, se preciso fosse, que não espero nada, porque o tempo não é agora. O presente não nos pertence. Entende? Mas ainda somos infinitos, infinitos paralelos.

(Just writing about us, okay? You know).





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